Gravidez Ectópica

abril 30, 2020 - by Gabinete de Comunicação e Imagem - in Dicas & Notícias

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Gravidez Ectópica é um problema que surge quando uma gravidez se desenvolve fora do  útero.

A forma mais comum de gravidez ectópica é a gravidez tubária, que ocorre dentro das Trompas de Falópio.

 Em 98% dos casos, o óvulo não percorre todo o caminho e aloja-se precocemente na parede de uma das trompas. Nos 2% restantes, a implantação do ovo ocorre em outras estruturas, como ovário, colo do útero ou cavidade abdominal.

 O óvulo além de não conseguir se desenvolver normalmente fora do útero, também pode causar grave lesão das estruturas que o rodeiam. Se não for tratada há elevado risco de rotura, hemorragia e morte. Gestações fora do útero correspondem a cerca de 1 a 2% de todas as gravidezes. O diagnóstico costuma ser feito ao redor da 8 semana de gravidez.

Factores de risco para gravidez ectópica

Todas as mulheres sexualmente activas tem algum risco de  uma gravidez ectópica, no entanto o risco pode aumentar se acompanhado de alguns factores de risco:

  • Inflamação ou infecção activa da trompa de Falópio (salpingite).
  • Historia de (DTS) doenças de transmissão sexual
  • Historia de Endometriose
  • Lesões estruturais da trompa de Falópio
  • Cirurgia prévia das trompas.
  • Gravidez após falhas na laqueação das trompas.
  • Episódio de gravidez ectópica prévia.
  • Uso inadequado de DIU (Dispositivo Intra Uterino)
  • Tabagismo
  • Concepção auxiliada por medicamentos ou procedimentos de fertilidade.
  • Já ter tido um quadro de doença inflamatória pélvica (DIP)
  • História de múltiplos parceiros sexuais.
  • Cirurgia abdominal ou pélvica prévia.
  • Malformação congénita das trompas.
  • Idade materna avançada com 35 anos ou mais
  • História de vários abortos provocados

Sintomas da Gravidez Ectópica

Em algumas mulheres, os sintomas iniciais da gravidez ectópica não são diferentes daqueles que ocorrem em uma gravidez tópica, como ausência de menstruação, enjôos, vómitos, aumento dos seios etc.

 Assim como ocorre nas gestações normais, o teste de gravidez também é positivo na gravidez fora do útero.

Na maioria dos casos, porém, as mulheres não apresentam sinais ou sintomas inicialmente, e nem sequer desconfiam que estejam grávidas quando os primeiros sinais da gravidez ectópica surgem ao redor da 6ª a 8ª semanas de gestação.

É muito comum a paciente com gravidez ectópica procurar atendimento médico com a seguinte tríade de sintomas:

  • Dor abdominal.
  • Atraso menstrual.
  • Sangramento vaginal.

Nem sempre esses três sintomas estão presentes ao mesmo tempo, mas eles são os mais comuns de uma gestação ectópica.

A dor abdominal é geralmente unilateral, mas pode ser difusa, apenas com maior intensidade do lado da trompa afetada. A dor varia de moderada e grande intensidade, dependendo do grau de evolução da doença.

Se houver rotura da trompa (gravidez ectópica rota), a dor abdominal torna-se intensa, e surgem sinais de peritonite (inflamação do peritoneu, membrana que recobre os órgãos intra-abdominais). Nestes casos, o sangramento pode ser volumoso e a paciente corre risco de entrar em choque hipovolémico.

O sangramento vaginal da gravidez ectópica costuma ser leve, mas, em alguns casos, pode ser intenso. Sua coloração pode ser vermelho vivo ou escuro. O sangramento é, habitualmente, diferente do sangramento menstrual.

Diagnóstico da Gravidez Ectópica

É muito difícil estabelecer o diagnóstico de gravidez ectópica apenas pelos sintomas. Geralmente, o diagnóstico é obtido após um exame ginecológico, e uma ecografia transvaginal ou pélvica. Um Beta HCG positivo,  que apresenta elevação dos valores mais lenta que o habitual, e a ausência de saco gestacional dentro do útero são sinas importantes no diagnóstico.

Tratamento da gravidez ectópica

 Todas as modalidades de tratamento visam a retirada do embrião antes que surjam maiores complicações. Existe tratamento cirúrgico e tratamento medicamentoso para gestação ectópica.

  1. Tratamento Medicamentoso

Se a gravidez ectópica for diagnosticada precocemente, é possível administrar drogas que impeçam o desenvolvimento do embrião, fazendo com que o mesmo involua. A droga habitualmente usada é o metotrexato por via intra-muscular em dose única. Atualmente, cerca de 1/3 das gestações ectópicas são tratadas com metotrexato.

As indicações para o tratamento medicamentoso são: um embrião com menos de 4 cm, ausência de batimento cardíaco no feto, ausência de sinais de rotura da trompa e beta HCG com valor menor que 5000 mIU/mL.

Após a injeção, o obstetra acompanha a gestante com dosagens seriadas do beta HCG. O objetivo é que os valores comecem a cair e cheguem a zero. Se após a primeira injeção não houver resposta, uma segunda dose de metotrexato pode ser administrada.

  1. Tratamento Cirúrgico

Historicamente o tratamento da gravidez ectópica sempre foi feito com cirurgia para remoção do embrião mal implantado. Atualmente, a cirurgia ainda é o tratamento de escolha para cerca de 60% dos casos.

A cirurgia laparoscópica é a indicada. O objectivo é remover o embrião e reparar a área danificada da trompa.

Nos casos de emergência, com volumoso sangramento ou rotura da trompa, a cirurgia aberta tradicional é a escolha. Nem sempre é possível reparar a trompa, e a mesma pode ter que ser removida para controle da situação.

Mesmo com a retirada da trompa, a mulher pode engravidar posteriormente, caso a trompa do outro lado esteja saudável.

 

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