Gripe

Junho 04, 2024 - by Gabinete de Comunicação e Imagem - in Dicas & Notícias

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Em caso de infecção do sistema respiratório, consulte um/a Médico/a Especialista da Cligest para receber o cuidado, orientações e tratamento correcto, de acordo com a sua situação clínica.

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Gripe: Sintomas e Diagnóstico

A Gripe  é uma infecção viral que afecta principalmente o aparelho respiratório, com grande potencial de transmissão, causada pelo vírus Influenza, que se divide em quatro tipos: A, B, C e D. Os vírus Influenza A e B são responsáveis por epidemias, sendo o de tipo A responsável pelas grandes pandemias, como a de H1N1, que em 2009, terá causado a morte entre 151 mil e 575 mil pessoas, de acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. A Gripe é uma das  doenças respiratórias mais comuns nos seres humanos, no entanto, pode afectar também outras espécies, como as aves e outros mamíferos.

Embora os casos  sejam mais frequentes na época mais fria do ano, a transmissão da doença pode ocorrer em qualquer época do ano.

 

Como se transmite a doença?

O vírus pode ser  transmitido por inalação de gotículas contaminadas (tosse ou espirros), pelo contacto directo com as secreções nasais de uma pessoa infectada ou pelo manuseamento de superfícies contaminadas após contacto com as secreções de uma pessoa infectada.

O período de incubação do vírus no organismo é de 1 a 5 dias e sua transmissão ocorre  24 a 48 horas antes do início dos sintomas. Comparativamente aos adultos, as crianças, excretam vírus mais precocemente, com uma carga viral maior e por períodos mais longos, podendo durar de 7 a 10 dias ou mais. Isto significa que são um grupo de alta transmissão do vírus.

 

Quais são os sintomas da Gripe?   

Os sintomas da Gripe geralmente aparecem de forma súbita e podem ser:   

  • Dor de garganta
  • Tosse
  • Coriza e nariz entupido
  • Fadiga e dor muscular
  • Dor no corpo
  • Dor de cabeça
  • Rouquidão
  • Mal-estar geral
  • Cansaço
  • Sensibilidade nos olhos (avermelhados e lacrimejantes)
  • Diarreias, vómitos e náuseas, de acordo com a gravidade da infecção
  • Febre e A temperatura pode atingir níveis altos, sendo comum o aumento dos gânglios linfáticos.

Alguns pacientes apresentam um maior risco de desenvolver complicações, tais como:  lactentes (crianças amamentadas); crianças imunocomprometidas; adolescentes; pessoas idosas; pessoas com doenças crónicas; mulheres grávidas no 2º ou 3º trimestre de gestação e até duas semanas pós-parto; pacientes com disfunção cognitiva e/ou distúrbios neuromusculares; pacientes menores de 18 anos que estejam a tomar ácido acetilsalicílico na vigência deste quadro viral.

Apesar de ser uma doença benigna podem ocorrer complicações como: Otite, Sinusite, Bronquite, Pneumonia bacteriana, Pneumonia viral, Desidratação, Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA). Síndrome de Reye (associada aos quadros de Varicela após o uso de ácido acetilsalicílico), Miosite, Miocardite, Pericardite, Síndrome do choque tóxico, Síndrome de Guillain-Barré e, mais raramente, Encefalite e Mielite transversa.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico  é essencialmente clínico, sendo os sinais e sintomas descritos pelo próprio paciente (ou cuidadores de pacientes infantis) suficientes para definir o tratamento adequado. Em alguns casos, podem ser necessários exames complementares, para a avaliação de complicações ou para o diagnóstico diferencial de infecções respiratórias. A infecção por Influenza pode ser confirmada por meio de cultura viral por RT-PCR, a partir de amostras do aparelho respiratório.

 

Tratamento e Prevenção

O tratamento resume-se a repouso, alimentação rica em nutrientes, uso de medicamentos antipiréticos, analgésicos, descongestionantes nasais, lavagem nasal com soro fisiológico e hidratação oral. Os medicamentos antivirais só funcionam se administrados nas primeiras 48 horas a contar do início dos sintomas, e cabe à/ao médica/o decidir quem pode beneficiar com a sua indicação. Os antibióticos não são eficazes para tratar a gripe e são prescritos apenas nos casos de eventuais infecções bacterianas, que podem surgir como complicação do quadro.

A prevenção consiste em medidas relativamente simples: Vacinação e adopção de medidas de protecção. A vacina do vírus Influenza está indicada a partir de 6 meses de idade e deve ser repetida anualmente, devido às actualizações da mesma, perante as mutações e diferentes prevalências do vírus. Existem outras medidas preventivas, tais como:

  • Uso de máscara em locais com pessoas infectadas
  • Ao tossir ou espirrar cobrir a boca com antebraço em vez das mãos.
  • O isolamento das crianças infectadas é uma estratégia importante para conter a propagação do vírus.

O acompanhamento periódico com a/o Médica/o Pediatra é importante para garantir uma criança saudável. Mantenha a carteira de vacinação em dia, tenha bons hábitos de higiene e procure oferecer uma alimentação saudável para o/a seu/sua filho/a.

 Referências Bibliográficas:

  • Sociedade Brasileira de Pediatria – Atualização no tratamento e prevenção da infecção pelo vírus Influenza – 2020.
  • Clinical Practice Guidelines by The Infections Disease Society – 2022.
  • Influenza virus characterization-Summary Europe, October 2023.

Perfil Médico

Dra. Yohanka Mirabal Murillo, Licenciada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Havana – Cuba 1997.

Especialista em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Havana – Cuba 2002.

Mestre em Atenção Integral às Criança pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Havana – Cuba 2008.

Área de actuação: Médica Pediatra na Clínica Vida.

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