Cefaleias

Junho 06, 2024 - by Gabinete de Comunicação e Imagem - in Dicas & Notícias

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Cefaleias

‘Cefaleia’ é o termo médico atribuído à ‘dor de cabeça’.
A cefaleia é um motivo muito frequente de procura de cuidados de saúde e é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo (Global Burden of Diseases, 2019).

 

Causas e características

As cefaleias podem surgir em qualquer idade e ter múltiplas causas. Podem dividir-se em primárias, secundárias e nevralgias e dor facial, de acordo com a Classificação Internacional de Cefaleias (International Headache Society).

 

As cefaleias primárias são as ‘dores de cabeça’ que surgem na ausência de alteração estrutural do cérebro ou crânio que justifique a dor, sendo as mais frequentes a enxaqueca e a cefaleia tipo tensão, ambas com elevada prevalência a nível mundial. De uma forma geral, os sintomas associados a estas duas entidades são caracterizados por:

  • Enxaqueca – episódios recorrentes de dor intensa, só de um lado da cabeça (unilateral), latejante, acompanhada de hipersensibilidade à luz e/ou ao ruído e enjoo, com ou sem vómitos. Pode durar de algumas horas a vários dias. A enxaqueca é mais frequente em mulheres que homens, e entre os 20 e 30 anos, mas pode ocorrer noutras idades.
  • Cefaleia tipo tensão – episódios recorrentes de dor bilateral, tipo aperto ou pressão, de intensidade ligeira a moderada. Pode acompanhar-se de hipersensibilidade à luz ou ao ruído, mas habitualmente não se associa a enjoos ou vómitos. Pode durar de alguns minutos a vários dias.

 

A frequência das cefaleias primárias é variável, podendo ocorrer 1 ou 2 vezes por ano, ou várias vezes por mês. Apesar das características mencionadas, tanto na enxaqueca como na cefaleia tipo tensão, elas podem variar de pessoa para pessoa e associar-se a outros sintomas. Por exemplo, algumas pessoas com enxaqueca podem queixar-se também de falta de apetite, falta de concentração, agravamento da dor com exercício físico ou movimentos da cabeça.

 

As cefaleias secundárias são as que ocorrem por lesão das estruturas do cérebro, crânio, face ou pescoço. São exemplos as cefaleias atribuídas a traumatismo cranioencefálico, a doença vascular cerebral, a sinusite ou rinite e a doença oftalmológica.

As características das cefaleias desta categoria são muito variáveis e dependem da causa. É importante saber reconhecer os sinais de alarme para uma cefaleia secundária grave, uma vez que o diagnóstico e o tratamento atempados podem ter impacto no prognóstico da doença de base. Assim, alguns desses sinais que devem levar à procura urgente de cuidados de saúde são os seguintes:

  • ‘Dor de cabeça’ nova ou com características diferentes das habituais
  • ‘Dor de cabeça’ explosiva ou de início muito rápido
  • ‘Dor de cabeça’ persistente que não passa com a medicação habitual
  • ‘Dor de cabeça’ que faz acordar durante a noite
  • ‘Dor de cabeça’ que agrava de intensidade quando se deita ou faz um esforço físico
  • Associada a febre, calafrios ou outros sintomas anormais, como por exemplo perdas de consciência, tonturas ou confusão, perda de visão, visão desfocada ou dupla, ‘boca ao lado’, dificuldade em falar ou dificuldade em realizar movimentos com um lado do corpo.

 

Diagnóstico

O diagnóstico da cefaleia passa, em primeiro lugar, por uma consulta com o seu médico assistente ou com um neurologista. Este irá conversar consigo e avaliá-lo. Dependendo das características da sua dor, pode ou não haver indicação para realizar exames complementares. Em geral, cefaleias primárias com as características típicas e sem sinais de alarme não necessitam de mais exames. Já a suspeita de cefaleias secundárias deve levar à pesquisa da causa da dor.

 

Tratamento

O tratamento irá depender do diagnóstico feito pelo/a médico/a.
No caso das cefaleias primárias, podemos dividir o tratamento em agudo (sintomático) e crónico (profilático). O tratamento sintomático é realizado durante a crise de dor e tem o objectivo de aliviar ou eliminar o sintoma. O tratamento profilático é habitualmente um tratamento contínuo e diário, com o objetivo de reduzir a intensidade e a frequência das crises de cefaleia, reduzindo assim a incapacidade e o seu impacto na qualidade de vida. Este tratamento está indicado quando as crises de dor são incapacitantes e/ou muito frequentes. A escolha dos medicamentos irá depender do tipo de cefaleia primária e das características individuais de cada pessoa. Poderá conversar com o seu médico sobre as diferentes opções, assim como sobre a duração do tratamento.
No caso das cefaleias secundárias, o tratamento deve ser dirigido à doença subjacente.

 

Prevenção

Não existe uma fórmula universal para a prevenção de cefaleias. No entanto, conhecer a sua ‘dor de cabeça’ e saber identificar possíveis factores desencadeantes pode contribuir para uma melhor gestão da cefaleia. Alguns desses factores são:

  • Problemas ao nível do sono,
  • Stress, ansiedade ou depressão,
  • Alimentação e hidratação não cuidadas,
  • Consumo de álcool ou de outras substâncias,
  • Abuso de medicamentos de forma indevida e um estilo de vida sedentário.

Deve falar sobre eles com o/a seu/sua médico/a. Além disso, é importante saber reconhecer os sinais de alarme para prevenir potenciais complicações.

 

Referências:

  • Stovner, LJ et al. Global, regional, and national burden of migraine and tension-type headache, 1990–2016: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016. Lancet Neurol 2018; 17: 954–76
  • Classificação Internacional de Cefaleias, 3 Edição – ICHD-3 Portuguese Translation

 

Perfil Médico

Dra. Daniela Silva, Especialista em Neurologia, Mestrado Integrado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Concluiu o Internato de Formação Específica em Neurologia no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Hospital de Santa Maria em Lisboa, tendo realizado um estágio de formação em Doenças do Movimento no Hôpital Pitié-Salpêtrière em Paris, França. Atualmente, encontra-se a realizar o seu projecto de doutoramento em Neurociências pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e é membro ativo da Academia Europeia de Neurologia.  Fluente em Português, Inglês e Francês.

Áreas de Intervenção:

  • Doença de Parkinson e outras doenças do movimento
  • Demências
  • Cefaleias
  • Doenças cerebrovasculares (AVC)
  • Esclerose múltipla e outras doenças desmielinizantes
  • Epilepsia
  • Sono e doenças neuromusculares.

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