Patologia Mamária

Julho 09, 2024 - by Gabinete de Comunicação e Imagem - in Dicas & Notícias

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É de vital importância realizar o auto-exame das mamas e, caso apresente algum sintoma ou alteração, marque consulta com um/a Médico/a Especializado em Patologia Mamária, disponível para si na Cligest.

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Patologia Mamária: Informações Essenciais

As doenças mamárias são uma preocupação  praticamente de todas as mulheres (em menor percentagem mas também para os homens), e, por requerer especial atenção, existe um ramo da Medicina  exclusivamente dedicado ao diagnóstico das diferentes doenças que afectam a mama, como:

  • Condições benignas: fibroadenomas, cistos e outras patologias
  • Condições malignas: cancro da mama

As doenças mamárias são alterações leves ou graves, no funcionamento, morfologia ou estrutura normal da mama, e ao contrário do que se possa pensar, não é apenas o cancro que representa risco à saúde mamária.

 

Quais as principais doenças da mama e a sua prevalência?

As patologias mamárias têm sido descritas ao longo da História, desde a Antiguidade.

Existem várias doenças da mama que exigem cuidado, diagnóstico rápido e tratamento adequado. Por isso, é fundamental conhecê-las, reconhecer os sintomas  e quando deve consultar o/a seu/sua médico/a.

 

Cistos/Quistos mamários: Cistos/quistos  mamários são alterações benignas, que contêm líquido, que normalmente não é cancro e nem se desenvolve como cancro posteriormente. São nódulos  que surgem sem uma explicação exacta e nem sempre há necessidade de retirá-los por meio de cirurgia. O diagnóstico pode ser bem simples, pois a maioria deles é palpável ou podem ser identificados por meio de exames simples, como a ultrassonografia ou mamografia.

Fibroadenoma: Fibroadenomas são nódulos sólidos benignos. Ocorrem mais frequentemente em mulheres jovens, entre a adolescência e os 30 anos de idade. Essa é uma das doenças mamárias mais indolor e fácil de diagnosticar, pois tem um aspecto sólido, liso e móvel. Ao ser sinalizado é necessário fazer alguns exames para identificar se existe a necessidade de retirá-lo, por via cirúrgica.

Mastalgia ou dor mamária: Dor nas mamas é um problema que afecta a maioria das mulheres, com tendência à pioria de sintomas no período menstrual ou pré-menstrual. Pode ser causada por traumas físicos, inflamações ou distúrbios emocionais, e a sua origem está relacionada ao estímulo repetido da hormona estrogénio produzida nos ovários. Algumas orientações para diminuir o impacto é utilizar sutiã adequado e com boa capacidade de sustentação e evitar alguns alimentos, como por exemplo: chocolate, café, chá e refrigerantes.

Mastite: consiste em infecções mamárias, maioritariamente associadas ao período de amamentação, desencadeada pela permanência de leite nos ductos da mama por muito mais tempo do que deveria. A mama infectada torna-se hiperemiada (vermelha), edemaciada (inchada), sensível e quente. O tratamento adequado é a administração de antibióticos e analgésicos para a dor. A amamentação pode ser mantida.

O abscesso mamário, ainda mais raro, é um acúmulo de pus na mama. Geralmente evolui de uma mastite não tratada. Deve ser tratado com antibióticos e drenado cirurgicamente.

Cancro da mama: Caracteriza-se pelo aparecimento de um (ou mais) nódulo indolor, duro e irregular numa das mamas; outros sintomas comuns são: edema ou retração cutânea, dor, inversão do mamilo, hiperemia, secreção papilar, descamação do mamilo.

O cancro de mama é uma das principais preocupações da patologia mamária.

De acordo com o Instituto Angolano de Controlo de Cancro, em Angola,são diagnosticados, por ano, mais de 300 novos casos.

Actualmente, o cancro de mama representa 12,5% de todos os novos casos de cancro por ano, em todo o Mundo, tornando-se o tipo de cancro mais comum.

 

Factores de risco para desenvolver cancro da mama, no estilo de vida

Os factores de risco para doenças mamárias podem ser de origem biológica, os quais não podem ser alterados, como antecedentes/história familiar de algum tipo de cancro, bem como relacionados ao estilo de vida, sobre os quais podemos exercer influência. Alguns desses factores são:

  • Consumo de bebidas alcoólicas
  • Excesso de peso ou obesidade
  • Inactividade física
  • Não ter filhos (para mulheres)
  • Não amamentar
  • Ter implantes mamários não vigiados
  • Uso indiscriminado de anticoncepcionais
  • Fumar

 

Prevenção

  • Mantenha um peso adequado (fazer exercício físico)
  • Evite cigarros e álcool
  • Realize o auto-exame mensal das mamas a partir dos 20 anos
  • A partir dos 40 anos, realização de mamografia uma vez por ano (se resultado for negativo realizar a cada 5 anos, pelo risco alto da radiação)
  • Na presença de qualquer sinal ou sintoma procurar um especialista

 

Principais sintomas

Os sinais e sintomas das doenças mamárias são numerosos e podem ser diferentes para cada Mulher. Tudo depende da natureza e da gravidade da doença mamária que os causa.

Alguns dos sinais da doença mamária são:

  • Dores, nódulos ou caroços nas axilas
  • Saída de líquido em quantidade e cor anormal na pele da mama
  • Aparecimento recente de alterações na pele da mama, como mudança de cor e retração da pele adquirindo um aspecto semelhante ao da casca de laranja
  • Inflamação ou vermelhidão persistente na pele da mama

Apesar de poderem existir sintomas, é importante saber que, muitas vezes, a doença mamária não é acompanhada de sintomas. Diz-se que está oculta ou silenciosa (sem manifestações clínicas), pelo que é muito importante estar atento e agendar consulta com a/o sua/seu ginecologista de forma rotineira.

 

Diagnóstico:

O diagnóstico precoce é fundamental para garantir o melhor resultado para o/a paciente. Os patologistas utilizam técnicas avançadas para identificar o tipo e o estadío do cancro de mama, o que ajuda a determinar o melhor tratamento para o/a paciente. Por norma, o diagnóstico baseia-se em três tipos de exames: clínico +  radiológico +  biópsia.

Exame clínico da mama: o/a médico/a procede à palpação das mamas e axilas para procurar alterações e/ou nódulos ou outros sinais da doença, em diferentes posições (de pé, sentada e deitada) O/A médico/a pode pedir que a mulher levante os braços acima da cabeça, que os deixe caídos ou que faça força com as mãos contra as coxas.

Exame radiológico:

  1. Mamografia (MMG) é o principal método de imagem utilizado no diagnóstico das doenças mamárias.
  2. Ecografia  é um método diagnóstico complementar à MMG.
  3. Ressonância magnética (MRI).

Biópsia: pequena amostra de tecido mamário é examinada por um patologista. As doenças mamárias benignas geralmente não são cancerígenas e não apresentam risco significativo para a saúde. No entanto, a presença de uma condição benigna pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças malignas no futuro.

 

Tratamento
Sempre dependendo do diagnóstico.

No caso do cancro da mama existem várias opções de tratamento. Estes tratamentos podem incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapêutica hormonal e terapêuticas dirigidas.

Na maioria dos casos, o factor mais importante na escolha do tratamento é o estadío da doença.

 

Recomendações

A Equipa de Cirurgia da Clínica Vida recomenda que é de vital importância realizar o auto-exame das mamas e caso apresente algum sintoma ou alteração, marque consulta de Ginecologia ou com um/a cirurgião/ã especializado em Patologia Mamária

 

Todos os anos, no dia 19 de Outubro, é comemorado o Dia Mundial do Cancro da Mama.

 

Referências Bibliográficas

  • Weiderpass Elisabete, Meo Margrethe and Vainio Harri. Risk Factors for Breast Cancer, Including Occupational Exposures. Revista Safety and Health at Work ,v.2, Mar.2011. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2093791111210011?via%3Dihub
  • Pinto Neto, Aaräo Mendes; Paiva, Lúcia Helena S. C; Miranda, Wellerson de Aguiar; Zabaglia, Silval Fernando C; Nascimento, Fernando Luís B; Cairo, Aurea Akemi Abe; Petta, Carlos Alberto; Lane, Eduardo.J. bras. ginecol ; Patologia mamária na mulher climatérica 102(8): 309-12, ago. 1992. tab

 

Artigo elaborado pela Dra. Ana Barrios e pela Equipa de Cirurgia.
Dra. Ana Maria Cabrera Barrios, Especialista em Medicina formada pela Faculdade Enrique Cabrera em 2003 e Especialista em Cirurgia formada pela Faculdade Carera em 2010.

 

 

 

 

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