Dia Mundial das Hepatites Virais

July 26, 2018 - by Gabinete de Comunicação e Imagem - in Dicas & Notícias

As hepatites virais são um problema maior de saúde pública, tendo provocado só no ano de 2015 um total de 1.34 milhões de mortes, números mais elevados que as mortes provocadas pela infecção pelo VIH e comparável às mortes por tuberculose. Globalmente, a hepatite A é a mais frequen­te, mas são as hepatites B e C as que apresentam maior taxa de mortalidade, sendo as principais causas de doença hepática crónica.

O que é?

Hepatite significa inflamação e destruição do fígado. Esta inflamação pode desaparecer espontaneamente ou evoluir para fase crónica com cirrose ou cancro do fígado. Os vírus da hepatite são a principal causa de hepatite no mundo, estando até à data, identificados sete vírus distintos, designados com as letras do alfabeto: A, B. C. D, E, F e G. As hepatites A, B e C são as mais frequentes.

Como se transmite?

Os meios de transmissão diferem consoante o tipo de vírus, e podem ser classificadas em dois grupos:

  • Via fecal-oral: os vírus são eliminados nas fezes de pessoas infectadas e o mecanismo de transmissão está ligado a fracas condições de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. Exemplos: hepatite A e hepatite E.
  • Via fluidos corporais: os vírus são eliminados no sangue, saliva, sémen, secreções vaginais ou outros fluidos corporais infectados. São transmitidos através de relações sexuais desprotegidas, partilha de utensílios pessoais contaminados, transfusões e de mãe para filho. Exemplos: hepatite B, hepatite C e hepatite D.
  • Os vírus da hepatite F e G apresentam vias de transmissão menos conhecidas. 

Quais são os sintomas?

A hepatite pode ser assintomática ou os sintomas podem ser inespecíficos, tornando-se por vezes difícil de diagnosticar. Após contacto com o vírus, o indivíduo pode desenvolver um quadro de hepatite aguda que pode evoluir para a fase crónica.

Hepatite aguda: pode apresentar os seguintes sinais e sintomas:

  • Sintomas não específicos (90% dos casos): mal-estar geral, falta de apetite, febre, dor de cabeça, dor articular, náuseas e vómitos, dor abdominal, ardor cutâneo, diarreia e, talvez o mais característico, rejeição aos alimentos gordos (carnes gordas, fritos, etc.).
  • Sintomas específicos (≤ 10% dos casos): icterícia (coloração amarela da pele e dos olhos); colúria (coloração escura da urina) e acolia (coloração clara das fezes).

Hepatite fulminante: é uma forma grave de hepatite com grande destruição do fígado e que pode provocar a morte em pouco tempo.

Hepatite crónica: pode ou não apresentar sintomas, dependendo do grau de dano do fígado já estabelecido. Esta forma apresenta maior propensão para uma evolução desfavorável, com desenvolvimento de cirrose e cancro do fígado. As hepatites que podem evoluir para cronicidade são: Hepatite B, Hepatite C e Hepatite D.

Quem deve ser consultado?

Na presença dos sintomas enumerados, e se há suspeita da doença, podem ser consultados os médicos especialistas em Infecciologia e Gastroenterologia.

Como é feito o diagnóstico?

Como os diferentes tipos de hepatite causam sintomas semelhantes durante a fase aguda, os testes serológicos são importantes para determinar o tipo de vírus. Os restantes exames (DNA viral, provas de função hepática, ecografia abdominal) complementam o diagnóstico e permitem avaliar a necessidade de tratamento.

Como se trata?

A fase aguda da doença requer apenas tratamento dos sinais e sintomas, nomeadamente repouso, hidratação, analgésicos, antipiréticos e etc. As hepatites virais B e C podem requerer tratamento antiviral na fase crónica.

Estratégia de controlo e prevenção

A estratégia de controlo das hepatites virais passa por prevenir, testar e tratar. O diagnóstico e tratamento precoce de todos casos contribui para diminuição da carga de doença associada a hepatites virais.  A prevenção é feita recorrendo a melhoria das condições higieno-sanitárias, prática de relações sexuais seguras, evitar partilha de material cortante, segurança transfusional e vacinação. Existem vacinas para hepatite A e B.  

Fontes

  • Harrison’s Principles of Internal Medicine, 18th Edition
  • Global Hepatitis Report, 2017, WHO

Conheça a Dra. Evelise Ramos, Chefe do Serviço de Infecciologia

Testes e tratamentos disponíveis na Cligest

Pode fazer o rastreio das Hepatites A, B e C , bem como efectuar a prevenção, vacinando-se contra a Hepatite A ou Hetatite B, nas nossas unidades de saúde. A Cligest dispõe ainda da consulta de Infecciologia com a Dra. Evelise Ramos e o Dr. Joaquim Isaac, nas Clínicas Vida de Luanda e Viana.

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